Nau Cruzmaltina

Opinião sobre nosso amado Vasco da Gama

Juvenil: Vasco estreia na segunda pelo Torneio Internacional do Catar

Ao contrário do informado pelo Site Oficial do Vasco e, por conseguinte, reproduzidos pelos outros diversos sites vascaínos, o Vasco estreará na segunda-feira (09/01) pelo Torneio Al Kass Internacional Sub-17, contra o Aspire International, como informa o site oficial da própria competição.

Todavia, a data e o horário do jogo contra o Ajax da Holanda estão corretos.

 

A competição é organizada pelo Al Kass Sports Channel em parceria com Aspire Zone Foundation e a Associação de Futebol do Catar. De acordo com o próprio site, o campeonato representa o “futuro do futebol” e as “estrelas do amanhã”, reunindo os melhores times do mundo, além de promover o futebol de formação no país que sediará a Copa do Mundo de 2022.

É a primeira edição do campeonato. Al Kass é o canal que transmite as principais competições de futebol realizadas no país além de ter transmitido a Copa Asiática, cuja sede foi Catar.

A descrição do Vasco feita pelo site foi a seguinte: ” Club de Regatas Vasco da Gama, conhecido como Vasco da Gama ou simplesmente Vasco, é um famoso e tradicional clube multiesportivo do Rio de Janeiro, Brasil, fundado em 21 de Agosto de 1898 (apesar do departamento de futebol ter sido fundado em 5 de novembro de 1915 – nota da Nau Cruzmaltina: foi em 26 de Novembro, e não no dia 5). Fundado por imigrantes portugueses, o clube ainda é tradicionalmente apoiado pela comunidade portuguesa no Rio de Janeiro além de ser um dos mais populares do país, com mais de 20 milhões de torcedores. ”

Elenco do Vasco:

Goleiros: Gabriel Felix e Junior Souza.
Laterais: Hugo Almeida, Richard e Wellington Foguete.
Zagueiros: Bruce, Ítalo, Linderman, Lucas Jean e Luiz Felipe.
Meias: Danilo, Lucas Barbosa, Lucas da Silva, Márcio da Costa, Renan e Welton.
Atacantes: Lauder, Lucas Monteiro, Rodrigo e Wellington Barbosa.
Técnico: Kléber de Freitas.
Coordenador: Alexandre Gripp.

Observação: Entre os jogadores da categoria infantil do Vasco que fizeram parte da seleção brasileira sub-15 em 2011, o lateral-direito Wellington Foguete e o meia-atacante Danilo estão no grupo que está em Doha.

Grupo A: Aspire Catar, Al Jazira, Juventus e Kashima Antlers.
Grupo B: Barcelona, Paris Saint-Germain e Al-Ahly.
Grupo C: Ajax, Aspire International e Vasco da Gama.

Que os nossos garotos façam um ótimo campeonato.

Saudações Vascaínas.

 

 

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O que a Globo esqueceu de contar

O programa “Globo Esporte” da Rede Globo realizou uma série essa semana sobre episódios históricos de cada um dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, finalizando contando a história do Sport Club Mangueira, extinto clube do bairro da Tijuca.

É natural a dificuldade de se contar história de fatos ocorridos nas décadas de 20 a 40, uma vez que foram épocas em que os estádios eram campos cercados e foi preciso filmar apenas o gramado, sem mostrar o entorno.

Ótimo a Globo relembrar que o Vasco da Gama abriu a sua porta para os negros operários jogarem. Era uma época que o futebol ainda não era um esporte essencialmente popular, e sim um esporte da elite, uma vez que ele foi descoberto por brasileiros que estudaram na Europa.

O Vasco desbancou todos os seus rivais na primeira vez que participou do Campeonato Estadual, em 1923. E sim, os jogadores eram pagos pelos comerciantes portugueses para treinar, ganhando portanto de seus adversários principalmente na questão do vigor físico.

O que a reportagem esqueceu de contar foi que os portugueses não eram tão bem vistos pela população carioca, uma vez que eram imigrantes e o preconceito era algo natural. O título estadual do Vasco foi um “divisor de águas” – a vitória da colônia comerciária portuguesa representada pelo clube da Cruz de Malta e cujo time formado por “meros negros operários” venceu times da elite carioca.

O que se iniciou naquele ano foi a “Revolução Vascaína”.

A reportagem também esqueceu de contar que a então liga carioca – a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – sofreu uma cisão. Os clubes de menor poder político reclamavam que os clubes maiores (América, Botafogo, Flamengo, Fluminense) tomavam todas as decisões. Nada diferente do que ocorre hoje dentro da FERJ, mas ao menos os clubes de menor porte têm hoje competições como a Copa Rio para disputar e não ficar em inatividade no 2° semestre do ano.

Outra razão que ajudou a criar uma assembleia para promover mudanças para o ano de 1924 foi o fato de um dos clubes grandes – o Botafogo – quase ter sido rebaixado para a 2° divisão e só escapou pois venceu a repescagem diante do extinto Villa Isabel. E também porque, obviamente, os clubes grandes queriam excluir os clubes pequenos – entre eles, o Vasco da Gama.

A acusação de que o Vasco pagava aos seus jogadores não era infundada, o pagamento realmente acontecia. Mas não era uma prática incomum, apesar de proibida. A verdade é que não podia permitir que um clube então pequeno, de origem portuguesa e formada por operários pobres atropelassem os que “mandavam” no futebol do Rio.

O dirigente do Fluminense Mário Polo foi o responsável pelo rompimento da LMDT. Criou-se então a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos, cujo presidente era o tricolor Arnaldo Guinle, rapidamente reconhecida pela Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF).

De qualquer forma, já era reconhecida a popularidade do Vasco após o título estadual de 1923. Por questão de renda, era prejudicial a não participação do clube cruzmaltino na AMEA. Portanto, a liga carioca ofereceu a condição do time expulsar doze jogadores de “profissão duvidosa” do time para que participasse do campeonato. O presidente vascaíno obviamente não aceitou e o Vasco ficou fora da AMEA.

Em 1924, o Vasco conquistou o título estadual de 1924 pela LMDT. E obviamente o Fluminense conquistou o título pela AMEA. Hoje ambos os títulos são reconhecidos pela FERJ.

A Globo esqueceu de contar tudo isso.

O programa também falou do tricampeonato estadual do Flamengo em 1944. A reportagem terminou com a foto do atacante argentino Valido se apoiando no zagueiro vascaíno Argemiro para marcar o gol do título. Um gol que obviamente era para ter sido anulado, mas isso é ofuscado pela mídia.

Por que não é citado que Valido se apoiou em Argemiro? Isso a Globo esqueceu de contar.

Em 1911, foi criado o departamento de futebol do Flamengo a partir de jogadores do Fluminense que foram campeões estaduais naquele ano, que não concordavam com as ações da comissão técnica tricolor. A reportagem não contou que o Flamengo, então clube apenas de remo, se opôs inicialmente à ideia de fazer um time de futebol por considerá-lo um esporte de inglês.

E o Carlito Rocha, que a torcida do Botafogo tanto reverencia? Ele não foi apenas jogador, técnico e presidente de clube. Ele também foi árbitro da liga carioca. Apitou o jogo entre Vasco e Flamengo pelo 2° turno do Estadual de 1923.

O árbitro que anulou o gol de empate do Vasco marcado pelo ponta Pascoal e que daria o título invicto ao time cruzmaltino. O árbitro botafoguense obviamente era aliado do clube rubro-negro e também queria parar o time pequeno de portugueses e operários de alguma forma. O título veio de qualquer jeito.

Isso a Globo também esqueceu de contar.

Infelizmente a mídia sabe que o torcedor não vai pesquisar a fundo – principalmente por falta de recursos para tal – e ofuscam certos fatos que foram fundamentais para a história do futebol do Rio.

Mas a história já foi feita e nada vai apagá-la.

 

Vascaínos, relembrem vitórias decisivas sobre o Flamengo

Em virtude do importantíssimo jogo de hoje, não adianta se preocupar em torcer pelo Palmeiras se não vencermos o Flamengo, que não só busca a vaga na Taça Libertadores da América como também pretende estragar a festa vascaína.

Leio inúmeras piadas na internet e ouço nas ruas sobre o Vasco “tremer” para o Flamengo em partidas que valem algo importante. Como o brasileiro tem memória curta – principalmente o torcedor rubro-negro, como é bem observável – vamos recordar de grandes vitórias do Vasco sobre o Flamengo, que não foram poucas. Vasco e Flamengo se enfrentam desde 1923 mas os rubro-negros apenas se recordam dos confrontos do século 21.

1923: A primeira vitória

Em seu primeiro ano na elite do futebol carioca, o Vasco da Gama conquistou o título estadual com muita autoridade, desbancando os principais rivais. O Flamengo não ficou de fora. Em partida realizada no campo do Botafogo, o Vasco venceu por 3 a 1. Havia sido “apenas” a terceira vitória na competição. O Vasco ainda derrotaria outras forças do futebol carioca, como América, Fluminense, São Cristóvão e Bangu, conquistando onze vitórias em 14 partidas. Confira a ficha do jogo:

VASCO 3 x 1 FLAMENGO

Data: 29 de Abril de 1923.
Local: Campo de General Severiano, no Rio de Janeiro.
Árbitro: Mário Pollo.
Competição: Campeonato Estadual – 1° Turno.
Gols: Junqueira (0 a 1); Ceci (2) e Negrito (3 a 1).

VASCO: Nélson; Leitão e Mingote; Nicolino, Claudionor e Artur; Pascoal, Torterolli, Arlindo, Ceci e Negrito. Técnico: Ramón Platero.

Flamengo: Iberê; Pennaforte e Telefone; Japonês, Odilon e Dino; Orestes, Sidney Pullen, Nonô, Junqueira e Benevenuto.

1949: Aniversário do Vasco e goleada em São Janu

Quando se fala de década de 40 e Vasco da Gama, lembramos de um dos maiores times já formados na História do futebol mundial. O “Expresso da Vitória” que atropelou seus rivais no Rio de Janeiro com os títulos estaduais invictos de 1945, 1947 e 1949 além dos estaduais de 1950 e 1952, sem falar de ter feito história em Santiago com o primeiro título oficial conquistado por um time brasileiro no exterior, com o triunfo sobre o River Plate de Di Stéfano no Sul-Americano de 1948.

No Campeonato Estadual de 1949, o Vasco recebia o Flamengo em São Januário em partida válida pelo primeiro turno. A última vitória do clube da Gávea sobre o Vasco havia sido no dia 29 de Outubro de 1944, na decisão do Campeonato Estadual, quando o atacante rubro-negro Valido empurrou o zagueiro do Vasco e marcou o gol irregular que deu o tricampeonato ao Flamengo. Mas isso ficou para trás.

Neste jogo, o Flamengo abriu 2 a 0 no início da partida com gols do zagueiro Augusto contra e do atacante rubro-negro Gringo. Festa rubro-negra na Colina Histórica? Definitivamente não. Danilo e Maneca empatariam o jogo ainda no primeiro tempo. Maneca, Nestor e Ipojucan fechariam a goleada no segundo tempo. E o Vasco partia para mais um título estadual invicto, e o quarto daquela década.

Observação: o Flamengo apenas voltou a vencer o Vasco no dia 16 de Setembro de 1951, pelo Campeonato Estadual, com uma vitória por 2 a 1.

VASCO 5 x 2 FLAMENGO

Data: 21 de Agosto de 1949.
Local: São Januário, no Rio de Janeiro.
Árbitro: Mr. MarcPherson Dundas.
Competição: Campeonato Estadual – 2° Turno.
Gols: Augusto Contra (0 a 1) aos 3 minutos, Gringo (0 a 2) aos 6 minutos, Danilo (1 a 2) aos 17 minutos e Maneca (2 a 2) aos 27 minutos do 1° tempo; Maneca (3 a 2) aos 8 minutos, Nestor (4 a 2) aos 16 minutos e Ipojucan (5 a2) aos 32 minutos do 2° tempo.

VASCO: Barbosa; Augusto e Sampaio; Eli, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir, Ipojucan e Mário.

Flamengo: Garcia; Juvenal e Job; Valdir, Bria e Jaime; Luisinho, Gringo, Zizinho, Jair e Esquerdinha.

1982: Campeão do mundo?

Pulando muitos anos da História pela falta de tempo, relembro o Campeonato Estadual de 1982. Em 1981, o Flamengo venceu o Vasco na final do Campeonato Estadual após um ladrilheiro torcedor do Flamengo esfriar o que seria a reação do Vasco. O Flamengo também foi campeão da Taça Libertadores após o árbitro José Roberto Wright expulsar quase o time inteiro do Atlético Mineiro na semifinal da competição continental.

O atual campeão do mundo estava com a bola toda mas tinha à sua frente o Vasco da Gama na final do Campeonato Estadual de 1982. Era a vingança da roubalheira do ano anterior, sem falar que desbancávamos aqueles que se julgavam o melhor time do mundo. Com um gol de Marquinhos aos 3 minutos do 2° tempo, o Vasco conquistava mais um título estadual sobre o rival rubro-negro. Era o primeiro de três daquela década de 80.

VASCO 1 x 0 FLAMENGO

Data: 5 de Dezembro de 1982.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro: José Roberto Wright.
Competição: Campeonato Estadual – Final.
Gol: Marquinhos aos 3 minutos do 2° tempo.

VASCO: Acácio; Galvão, Ivan, Celso e Pedrinho; Serginho, Dudu (Marquinhos) e Ernani; Pedrinho Gaúcho, Roberto Dinamite e Jérson. Técnico: Antônio Lopes.

Flamengo: Raul; Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio (Vítor) e Zico; Tita, Nunes e Lico (Wilsinho). Técnico: Paulo César Carpeggiani.

1988: O brilho de um reserva

O Flamengo tentava não sofrer o segundo vice consecutivo para o rival enquanto o Vasco buscava adicionar mais um bicampeonato estadual para a sua gloriosa história. Na melhor de três, o Vasco venceu as duas primeiras partidas e garantiu o título sem precisar da terceira. Após vencer por 2 a 1 no primeiro jogo, bastava uma vitória para levar o caneco. Mas o jogo estava empatado por 0 a 0, o que forçava a realização de um terceiro jogo. Até sair o gol do lateral reserva Cocada aos 44 minutos do 2° tempo, que havia entrado no lugar do atacante Vivinho. Vasco bicampeão estadual em cima do Flamengo.

VASCO 1 x 0 FLAMENGO

Data: 22 de Junho de 1988.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Árbitro: Aloísio de Oliveira Viug.
Competição: Campeonato Estadual – Final.
Gol: Cocada aos 44 minutos do 2° tempo.

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani e Henrique; Vivinho (Cocada), Bismarck e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni.

Flamengo: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton (Júlio César) e Alcindo; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Técnico: Carlinhos.

1997: Show de Edmundo e vaga na final

Nenhum vascaíno esquece do ano de 1997 quando o Vasco foi soberano na competição inteira, não deixando dúvidas de que era o melhor time do Brasil. Após uma primeira fase impecável, o Vasco enfrentava o Flamengo na fase semifinal da competição e apenas precisava da vitória para garantir a vaga na final. Edmundo mostrou ser o carrasco do rubro-negro e repetiu o que fez no Campeonato Brasileiro de 1996, quando marcou três gols numa goleada por 4 a 1. O Vasco garantiu vaga na final e foi tricampeão brasileiro após dois empates com o Palmeiras.

VASCO 4 x 1 FLAMENGO

Data: 3 de Dezembro de 1997.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Árbitro: Paulo César de Oliveira.
Competição: Campeonato Brasileiro – Fase Semifinal.
Gols: Edmundo (1 a 0) aos 16 minutos do 1° tempo; Edmundo (2 a 0) aos 10 minutos, Júnior Baiano (2 a 1) a0s 39 minutos, Edmundo (3 a 1) aos 42 minutos e Maricá (4 a 1) aos 45 minutos do 2° tempo.

VASCO: Carlos Germano; Filipe Alvim (Maricá), Alex, Mauro Galvão e César Prates; Nélson, Nasa, Juninho (Moisés) e Ramon; Edmundo e Evair (Fabrício Eduardo). Técnico: Antônio Lopes.

Flamengo: Clemer; Leandro, Júnior Baiano, Juan e Gilberto; Jamir, Bruno Quadros (Renato Gaúcho), Iranildo (Lê) e Athirson; Lúcio e Sávio. Técnico: Paulo Autuori.

2000: Chocolate vascaíno em domingo de Páscoa

Quem não se lembra da goleada vascaína em 2000 em pleno domingo de páscoa? Uma vitória apoteótica com direito a embaixadinhas de Pedrinho no meio-campo, o mesmo que mandou a torcida do Flamengo se calar após marcar o quinto gol. Uma bela vitória coroada com o título da Taça Guanabara. O Vasco apenas não conquistou o título posteriormente devido ao jogo sujo do rival na partida final, quando os jogadores do Flamengo abusaram das faltas sobre os craques vascaínos. Os números daquela partida mostraram isso e não refletiu nos cartões aplicados aos jogadores do Flamengo. Mais tarde, o Vasco ainda conquistaria a Copa Mercosul e o tetracampeonato brasileiro.

VASCO 5 x 1 FLAMENGO

Data: 23 de Abril de 2000.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Árbitro: Ubiraci Damásio.
Competição: Campeonato Estadual – Final da Taça Guanabara.
Gols: Leandro Machado (0 a 1) aos 6 minutos, Felipe (1 a 1) aos 14 minutos e Romário (2 a 1) aos 25 minutos do 1° tempo; Romário (4 a 1) aos 5 e aos 11 minutos do 2° tempo e Pedrinho (5 a 1) aos 23 minutos do 2° tempo.

VASCO: Hélton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Nasa, Felipe e Pedrinho (Júnior Baiano); Viola e Romário (Alex Oliveira). Técnico: Abel Braga.

Flamengo: Clemer; Fábio Baiano, Fabão, Juan e Luiz Alberto; Leandro Ávila, Beto, Petkovic e Rodrigo Mendes; Leandro Machado (Lúcio) e Reinaldo (Tuta). Técnico: Paulo César Carpegianni.

Não pude registrar outras grandes vitórias devido a falta de tempo hábil, mas são passíveis de citação:

26/04/1931 – VASCO 7 x 0 Flamengo, em São Januário pelo Campeonato Estadual – Maior goleada do confronto.

04/09/1938 – VASCO 2 x 0 Flamengo, no jogo de inauguração do Estádio da Gávea pelo Campeonato Estadual – Niginho marca dois gols da vitória na primeira partida realizada na sede rubro-negra.

13/06/1976 – VASCO 5 x 4 Flamengo nos pênaltis após empate na partida final da Taça Guanabara – o goleiro Mazarópi defendeu o pênalti de Zico, que seria o da conquista rubro-negra, e posteriormente o flamenguista Geraldo desperdiçaria mais um pênalti enquanto Roberto Dinamite convertia a cobrança do título

28/09/1977 – VASCO 5 x 4 Flamengo nos pênaltis após empate sem gols na final do Campeonato Estadual – O goleiro vascaíno Mazarópi defende pênalti do rubro-negro Tita para garantir o título cruzmaltino.

06/10/1996 – VASCO 4 x 1 Flamengo, no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro – Edmundo fez a festa na sua volta ao Vasco e marcou três gols, com Macedo fechando a goleada.

06/10/2001 – VASCO 5 x 1 Flamengo, no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro – Agora Romário repetia a festa do chocolate de 2000 com três gols sobre o rival, enquanto Gilberto e Euller faziam os outros gols. Já era hábito golear o Flamengo.

01/03/2003 – VASCO 1 x 1 Flamengo, no Maracanã pela partida final da Taça Guanabara – O Vasco tinha a vantagem do empate e a aproveitou, mas poderia sair com a vitória se Marcelinho Carioca não tivesse acertado no travessão o que seria um golaço de cobertura sobre o Julio César.

25/03/2007 – VASCO 3 x 0 Flamengo, no Maracanã pela Taça Rio – Nova goleada vascaína com gols de Leandro Amaral, Abedi e Romário. O baixinho por pouco não marcou o milésimo gol nesta partida, o que seria o quarto do jogo, se não fosse a boa defesa do então goleiro Bruno.

Taí para vocês, vascaínos, relembrarem de encontros memoráveis com o nosso rival. Que o de hoje também entre para nesse rol de partidas.

Saudações Vascaínas e RUMO AO PENTA !


A briga continua

O técnico Cristóvão Borges, desacostumado aos holofotes da mídia, deve ter ficado empolgado com os largos elogios dos cronistas esportivos em geral com o “nó tático” que ele aplicou contra o Botafogo.

Mas a tática foi de defesa e não de ataque. Cristóvão escalou uma linha de três volantes com Nilton, Fellipe Bastos e Allan para reforçar a marcação pelos lados, onde caíam Elkeson e Herrera. Ou seja, a saída de Bruno Cortês ao ataque era marcada pelo Allan enquanto Fágner ficava na marcação de Elkeson, com Dedé na cobertura. O mesmo acontecia do outro lado com Jumar, Bastos e Renato Silva. Isso permitiu que Felipe jogasse bastante em frente a área adversária.

Mas de qualquer forma, perde-se a referência na frente. Os gols contra o Botafogo não saíram por causa do esquema de Cristóvão. O primeiro foi num contra-ataque que pegou a defesa alvinegra de surpresa e o segundo foi uma jogada aérea. Diego Souza não é centroavante de ofício e nem joga como tal. Deve-se encaixar as peças de acordo com o adversário.

O Palmeiras não é Botafogo. O time paulista não possui um armador de referência, o que na teoria facilita a marcação do Vasco, não precisando de nenhum esquema especial. O jogador responsável pela criação de jogadas era Luan, que é meia-atacante, com auxílio de Patrik e buscando o Ricardo Bueno na frente. E o time obviamente joga muito mais da diagonal para o meio a fim de buscar faltas perigosas, já que a principal arma do Palmeiras desde a temporada passada é a cobrança precisa e bem colocada do volante Marcos Assunção.

Eder Luis chegava muitas vezes ao ataque e não sabia o que fazer porque não tinha parceiro. Élton, como centroavante, joga à frente de Eder Luis enquanto Diego Souza acompanha Eder Luis no contra-ataque. O problema é que os dois têm velocidades diferentes. Resultado: Quando Eder Luis chega na ponta, Diego Souza ainda está chegando na entrada da área.

Isso sem contar que Diego não faz bons jogos há muito tempo. Mais uma razão para começar jogando com Élton. O resultado com certeza seria muito diferente. Graças ao esquema tático do Cristóvão, o Vasco não conseguiu ampliar o placar e acabou se acomodando, sofrendo o domínio do Palmeiras que acabou empatando após cobrança de escanteio de Marcos Assunção. Como era bem previsível, o Palmeiras utilizou da habilidade de seu volante para chegar ao gol. E ainda houve duas cobranças de faltas perigosas.

A entrada de Bernardo e Élton foi tardia. Felipão escalou Chico para reter o ímpeto do Vasco e dar mais liberdade a Luan para puxar os contra-ataques. Com três volantes e pouco tempo de jogo, o time alviverde se segurou na defesa e manteve o empate. Cristóvão, por sua vez, escalou Diego Rosa no lugar de Allan. Um jogador sem velocidade, sem poder de marcação e que ainda perdeu um gol feito.

Cristóvão quis inovar e deu certo. Acertou o sistema de marcação da equipe no meio-campo. Falta analisar a frente. O Vasco não é Barcelona que joga sem centroavante e consegue resultados incríveis. O time espanhol tem um esquema tático próprio e muito bem treinado.

O jogo mais difícil nesta reta final é contra o Fluminense, no Engenhão. Além de ser clássico, o tricolor está embalado principalmente depois da heróica vitória sobre o Grêmio, apagando a mácula deixada pela derrota para o América Mineiro. O Avaí está virtualmente rebaixado e o Flamengo não tem apresentado o mesmo futebol do início do ano. Mas no futebol não há garantias de vitória e nem lógica.

O Vasco permanece na briga pelo título brasileiro de 2011. Mas que Cristóvão, meio-campo que chegou à seleção brasileira na década de 1980 e com passagens por clubes grandes do Brasil, procure entender melhor sobre o esporte no qual fez sucesso, vendo fora dele.

Saudações Vascaínas!

PALMEIRAS 1 x 1 VASCO

Data: 16 de Novembro de 2011.
Horário: 21h50.
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho, no bairro do Pacaembu, em São Paulo (SP).
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Renda: R$ 122.555,00.
Público: 8.153 pagantes e 8.570 presentes.
Cartões Amarelos: Thiago Heleno e Pedro Carmona (Palmeiras); Renato Silva e Dedé (Vasco).
Gols: Dedé aos 4 minutos do 1° tempo; Luan aos 18 minutos do 2° tempo.

Palmeiras: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Thiago Heleno e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor (Chico) e Patrik (Pedro Carmona); Luan e  Ricardo Bueno (Dinei). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Vasco: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Nilton, Fellipe Bastos, Allan (Diego R0sa) e Felipe; Eder Luís (Bernardo) e Diego Souza (Élton). Técnico: Cristóvão Borges.

Base

O time júnior do Vasco encerrou sua participação no Torneio Otávio Pinto Guimarães no último domingo, na derrota para o Volta Redonda por 2 a 0, pela última partida da segunda fase. Nenhuma surpresa para uma equipe que terminou a primeira fase atrás do São Cristóvão.

O time sub-20 do Vasco nesta temporada foi eliminada pelo Etti Jundiaí nas oitavas-de-final da Copa São Paulo, não ficou nem sequer entre os cinco primeiros do Campeonato Estadual e não passou da primeira fase da Taça Belo Horizonte. Temporada triste para a categoria júnior vascaína.

Dias melhores virão. O time infantil conquistou o título estadual ao derrotar o Fluminense por 2 a 1 nas Laranjeiras. Esta categoria tem cinco jogadores na seleção brasileira que disputará o Sul-Americano no Uruguai: o lateral-direito Wellington Foguete, o volante Baiano, os meias Matheus Índio e Danilo e o atacante Thiago Mosquito. O goleiro Juninho e o zagueiro Ítalo se destacaram na partida final.

O time juvenil foi derrotado na final do Campeonato Estadual nos pênaltis para o tricolor carioca, mas também pode render bons frutos com jogadores de bom porte físico. O zagueiro Gilson, os volantes Waldir e Jônatas Paulista, o meia habilidoso Jhon Cley e os atacantes Marquinhos e Yago, estes se destacando pela velocidade.

Na categoria júnior, esperamos dias melhores a jogadores como o volante Marcus Vinícius, os meias Marlone e Guilherme Costa e o atacante Guilherme Morano.

Na categoria mirim, o Vasco venceu dez das treze partidas da fase classificatória do Torneio Zagallo Metropolitano, sendo apenas derrotado na última rodada pelo Nova Iguaçu. O time-base do técnico Sérgio Oliveira é: Matheus Gomes; Gabriel Buriche, Matheus Paes, Felipe Amaral e Alan; Breno, Andrey, Philipe Matheus e Matheus Pet; Evander e Matheuzinho.

Remo

Após mais um ano sem o título estadual e assistir a mais uma conquista do rival da Gávea, o Vasco perdeu um de seus principais atletas: João Hildebrando Júnior, medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Segundo o site CASACA – um dos grupos de oposição, mas sem representante no Conselho Deliberativo vascaíno e ligado ao ex-presidente Eurico Miranda – baseado no facebook do próprio atleta, parece que ele foi para o Flamengo.

Há tempos que José Carvalho do blog Rema Vasco! alertava para o pagamento de salário dos atletas do Remo do Vasco e espera para que a atual diretoria valorizasse mais o esporte fundador do clube. Esperamos que o novo diretor, Paulo Mohamed, dê novo fôlego ao remo vascaíno antes que percamos mais uma hegemonia no esporte.

O rival da Gávea já está nos alcançando. Conquistou os títulos invicto de terra e mar nesta temporada, igualando ao feito vascaíno de 1945. Isso tudo porque o remo do Vasco praticamente não existiu. Assim como em 2009, quando o mesmo rival conquistou o título brasileiro de futebol numa competição que nem sequer foi disputada pelo Vasco.

E no basquete, o rival conquistou o esvaziado título estadual, chegando ao heptacampeonato, uma vez que não tem adversário neste esporte em nível estadual. Sem uma equipe de basquete, que fez história no clube ao final da década de 90, o rival ainda não ultrapassou o Vasco porque ainda há equipes mais fortes no país, como o Brasília, o Franca e o Pinheiros.

Vasco enfrenta Universitário nesta quarta-feira em Lima

Fundado em 1924 – ano em que o Vasco conquistava o seu primeiro bicampeonato estadual – o Club Universitário de Deportes é desconhecido pelos brasileiros. Maior campeão nacional – possui 25 conquistas, a última em 2009 – o maior feito do Universitário foi o vice-campeonato da Taça Libertadores da América de 1972, quando foi derrotado pelo Independiente de Avellaneda na final.

Em grave crise financeira, o clube aposta no título da Copa Sul-Americana. Não participou da última edição da Taça Libertadores da América. Em 2010, foi eliminado pelo São Paulo nos pênaltis na fase de oitavas-de-final. Na primeira fase da atual Copa Sul-Americana, eliminou o Deportivo Anzoátegui após duas vitórias e posteriormente eliminou o Godoy Cruz, da Argentina, nos pênaltis, nas oitavas-de-final.

No Campeonato Peruano, ocupa atualmente a nona posição com 35 pontos em 25 jogos – 9 vitórias, 8 empates e 8 derrotas, portanto não cobiça o título nacional deste ano.

Não vence uma partida desde o dia 24 de Setembro, quando derrotou o Alianza Lima – outra força do futebol peruano – por 2 a 1 em casa. Essa partida marcou a morte de um torcedor, tragédia que gerou a punição do clube que terá de atuar no Estádio Nacional de Lima ao invés do Monumental. Depois, empatou por 0 a 0 com o Alianza Atlético fora, perdeu para o Sporting Cristal por 2 a 1 em casa e no último sábado foi goleado pelo Cienciano por 3 a 0, partida na qual nove jogadores das categorias de base tiveram que atuar pois os titulares não chegaram a tempo em Cuzco. O próximo jogo será contra o Inti Gas Deportes, em casa.

O Vasco divide a liderança do Campeonato Brasileiro com o Corinthians, ficando atrás devido ao número de vitórias. Tem partida difícil contra o Santos, na Vila Belmiro. Portanto, Cristóvão Borges fez questão de poupar boa parte dos titulares assim como fez nos jogos contra o Aurora: apenas o goleiro Fernando Prass, o lateral-direito Fágner e o meia Diego Souza serão os titulares – destaca-se: os dois últimos não atuaram domingo pelo Campeonato Brasileiro.

O volante Jumar e o meia Juninho já foram vetados pelo médico Fernando Mattar. A situação de Eduardo Costa é incerta. A tendência é que Cristóvão escale a seguinte equipe: Fernando Prass; Fágner, Douglas, Nilton e Julinho; Diego Rosa, Chaparro, Leandro e Diego Souza; Bernardo e Alecsandro.

No banco, o comandante conta com o goleiro Alessandro, o lateral-esquerdo Márcio Careca, o volante Fellipe Bastos, o meia-atacante Jonathan e os atacantes Kim e Patrick.

Curiosidade: A única vez que o Vasco enfrentou uma equipe peruana numa partida oficial foi contra o Deportivo Municipal pelo Sul-Americano de 1948, primeiro grande título conquistado pelo clube. Vitória por 4 a 0 no Estádio Nacional de Santiago, no Chile. Os gols foram de Lelé, Friaça (2) e Chico.

Em 1957, o Vasco conquistou quatro torneios amistosos, entre eles o Quadrangular de Lima. Após vencer o Deportivo Municipal por 4 a 3 e o Sporting Cristal por 1 a 0, o Vasco garantiu seu título ao derrotar o próprio Universitário por 3 a 1. Os gols foram de Livinho, Válter e Artoff, com Ruiz descontando para os peruanos.

A primeira vez em que ambos se enfrentaram foi em 3 de Abril de 1954, em partida de caráter amistoso em excursão do Vasco no Peru. Empate por 1 a 1. Em nova excursão, em 1960, o Vasco venceu os peruanos por 3 a 1.

 

Remo

Neste domingo, acontecerá na Lagoa Rodrigo de Freitas a sexta e última regata do Campeonato Estadual de Remo. O Vasco ocupa a 3° posição com 278 pontos atrás de Flamengo (372) e Botafogo (296). O clube rubro-negro conquistou todas as regatas até aqui e está com a mão na taça. O Vasco tem a obrigação de vencer esta regata para ao menos continuar fazendo jus a sua hegemonia nos esportes náuticos.

Os remadores vascaínos estão prontos para esse desafio, principalmente aqueles que fizeram boas apresentações no Pan-Americano de Guadalajara representando suas respectivas seleções. Pelo Brasil, João Hildebrando e Alexis Mestre foram prata no Dois Sem. Kissya Cataldo e Camila Carvalho estiveram no México, mas não conquistaram medalhas. Os argentinos Ariel Suárez e Cristian Rosso se destacaram: ouro nas provas de Double Skiff e Four Skiff e bronze no Oito Com.

Confira aqui a programação da regata. Esteja lá para torcer pela vitória do Vasco da Gama.

Base

As finais do Campeonato Estadual das categorias infantil e juvenil serão realizadas neste sábado, e o Vasco enfrenta o rival Fluminense em ambas.

O jogo da categoria juvenil será às 10h em Itaguaí. A primeira partida foi um empate por 0 a 0 nas Laranjeiras. Este será o local de realização da final da categoria infantil, às 15h30. O primeiro jogo, em Itaguaí, terminou em 2 a 2.

No domingo, a equipe mirim vai até a Gávea encarar o Flamengo às 10h pelo Torneio Metropolitano. Pela categoria júnior, o Vasco tenta se recuperar no Torneio Otávio Pinto Guimarães jogando contra o Fluminense no Estádio Los Laríos, em Xerém. A equipe soma apenas 1 vitória em quatro partidas nesta fase da competição.

Saudações Cruzmaltinas!

Vasco recebe desfalcado São Paulo neste domingo em São Januário

De um lado, o líder do Campeonato Brasileiro. Do outro, um ex-postulante ao título tentando a recuperação na competição. O Vasco recebe o São Paulo neste domingo em São Januário querendo se manter na liderança. É a primeira das sete decisões até o dia 4 de Dezembro, na busca pelo pentacampeonato nacional.

Desfalques do Vasco: O volante Eduardo Costa permanece sem condições de jogo devido a um estiramento muscular grave no adutor da coxa esquerda. O médico Albino Pinto acredita que ele ainda poderá atuar em 2011.

Suspensos: Fágner e Diego Souza.

Provável escalação: Fernando Prass; Allan, Dedé, Renato Silva e Felipe; Rômulo, Jumar, Juninho e Bernardo; Eder Luis e Élton.

São Paulo: O São Paulo não vence desde o dia 17 de Setembro, quando goleou o Ceará por 4 a 0 no Morumbi pela 24° rodada da competição. Ocupa a sexta posição e recentemente foi eliminado na Copa Sul-Americana. O São Paulo não conta com três de seus principais jogadores: Dagoberto (suspenso), Luís Fabiano e Rogério Ceni (vetados pelo departamento médico). A dúvida do comandante tricolor é se coloca uma meia rápido – o Marlos – ou experiente – o Rivaldo. A escalação deverá ser: Dênis; João Filipe, Rhodolfo e Xandão; Piris, Wellington, Carlinhos Paraíba, Lucas, Marlos (Rivaldo) e Juan; Willian José.

Curiosidades: Vasco e São Paulo decidiram o Campeonato Brasileiro de 1989, com a equipe cruzmaltina levando seu segundo título no Morumbi. O gol da vitória por 1 a 0 foi marcado aos 5 minutos do 2° tempo, numa cabeçada de Sorato após cruzamento de Luís Carlos Winck. No dia 25 de Novembro de 2001, pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco goleou os são-paulinos por 7 a 1 na Colina Histórica. A goleada aconteceu após Rogério Ceni ser expulso e entrar em seu lugar o goleiro Alencar. Os gols vascaínos foram marcados por Gilberto, Euller, Romário (3), Léo Lima e Dedé. França descontou. O último confronto aconteceu em 31 de Julho de 2011, pelo 1° turno, no Morumbi: vitória por 2 a 0 com gols de Eder Luis e Felipe.

O jogo será às 16h, e o árbitro será o mineiro Ricardo Marques Ribeiro. Que o Vasco vença e mantenha a liderança da competição até o fim.

Vasco goleia e avança na Copa Sul-Americana

Não adiantou mensagem do presidente do país. O time violento e brigador do Club Aurora da Bolívia não foi capaz de reverter o abismo técnico evidente entre ele e o Vasco da Gama, que não jogava com o time titular.

A partida em Cochabamba já mostrava isso. O Vasco se atrapalhou nos próprios limites e por isso não conseguiu sair da Bolívia com a vitória, e os gols do Aurora foram evidentes falhas individuais do sistema defensivo do Vasco – que estava com dois titulares apenas.

O jogo em São Januário é outra história. Após a pintura que foi o gol do Bernardo, o Vasco dominava o jogo e premeditava uma goleada histórica de fato, mas Alecsandro não finalizou e não fez o segundo gol, cedendo um contra-ataque que gerou o gol de empate do Aurora, marcado por Andaveris após dividir com Renato Silva.

A partida então ficou tensa. Para quem não assistiu ao jogo, a impressão é que os noventa minutos foram tranquilos para o Vasco. Puro engano. O jogo só passou a ficar tranquilo a partir do sexto gol. Antes disso, o Vasco corria risco da eliminação uma vez que o Aurora havia vencido por 3 a 1 o primeiro jogo. Mas se tratava de Vasco da Gama, o líder do Campeonato Brasileiro.

Alecsandro perdeu duas grandes chances de gol antes da redenção e marcar dois gols seguidos, quebrando o seu jejum – a última vez havia sido no dia 16 de Julho, quando o centroavante fez os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético Paranaense em São Januário. Ainda no primeiro tempo, o volante Gonzalo Galindo foi expulso pelo árbitro paraguaio Julio Quintana.

Com 3 a 1 no placar, o Vasco já havia igualado o placar na soma das duas partidas. O time do Aurora jogando totalmente na defesa apenas esperando os contra-ataques, já que o Vasco se adiantava cada vez mais em busca do resultado. Sem falar da violência exercida pelos seus jogadores – o árbitro foi pouco rigoroso na aplicação de cartões, para ser sincero.

No início do segundo tempo, Leandro recebeu passe de Alecsandro e fez seu primeiro gol com a camisa do Vasco. A equipe cruzmaltina manteve o ímpeto. Aos 23 minutos, Fágner foi puxado por Limbert Méndez e o zagueiro boliviano chegou a ser ridículo ao levantar os braços após a marcação do pênalti. Juninho bateu e fez o quinto do Vasco.

O Vasco se acomodou, e o Aurora reagiu após Diómedes Peña converter pênalti cometido por Fernando Prass sobre Reynoso dois minutos depois. O Vasco voltou ao jogo e ampliou o placar para 7 a 2 e assim acabou de vez com a tensão da torcida vascaína. Bernardo marcou um golaço novamente após receber de Juninho, e o zagueiro Douglas fez seu primeiro gol com a camisa do Vasco após cabecear para um gol escanteio de Juninho, numa jogada onde o goleiro boliviano saiu mal para a bola.

Ainda houve tempo para o time brigador do Aurora fazer o terceiro gol com Segovia aos 42 minutos. O técnico boliviano Julio Baldivieso fez duas alterações ao longo da partida para tentar melhorar o avanço do Aurora ao ataque, mas chegou ao seu limite. Allan ainda fez o oitavo gol após fazer uma boa jogada.

Foi a maior goleada aplicada pelo Vasco da Gama em sua história em competições internacionais.

Na Copa Sul-Americana, o adversário está definido: o Universitário, do Peru. No domingo, o time recebe o São Paulo em São Januário para iniciar a primeira das sete decisões que o time tem até o fim do campeonato na busca pelo penta nacional. Rumo a Tríplice Coroa.

Vasco 8 x 3 Aurora

Local: São Januário, Rio de Janeiro.

Árbitro: Julio Quintana (PAR).

Renda: R$ 109.490,00.

Público: 6.397 pagantes.

Cartões Amarelos: Galindo, Zenteno, Peña e Méndez.

Cartão Vermelho: Galindo.

Gols: Bernardo aos 8 minutos, Andaveris aos 16 minutos e Alecsandro aos 38 e aos 44 minutos do 1° tempo; Leandro aos 3 minutos, Juninho aos 23 minutos, Peña aos 26 minutos, Bernardo aos 32 minutos, Douglas aos 36 minutos, Segovia aos 42 minutos e Allan aos 47 minutos do 2° tempo.

VASCO – Fernando Prass; Fágner, Douglas, Renato Silva e Julinho; Nilton, Fellipe Bastos, Juninho (Jumar) e Bernardo (Élton); Leandro (Allan) e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges.

Aurora – Lanz; Zenteno, Peña e Méndez; Segovia, Zenteno (Huayhuata), Galindo, Robles e Barba (Sanjurjo); Andaveris e Reynoso. Técnico: Julio Baldivieso.

Vasco recebe Atlético Mineiro em São Januário

O jogo de hoje é contra o Atlético Mineiro, ameaçado pela possibilidade de cair para a 2° divisão pela segunda vez na história. Se o time do Vasco ainda pensa em conquistar o título brasileiro deste ano, as vitórias dentro de casa serão fundamentalíssimas, pois a equipe cruzmaltina é a que possui a tabela mais difícil entre os postulantes ao título.

O Flamengo venceu o Ceará por 1 a 0 ontem em Fortaleza e alcançou o mesmo número de pontos que o Vasco. O Botafogo está a dois pontos do Vasco, com um jogo a menos e vai encarar o Atlético Paranaense no Engenhão na tarde deste domingo.

Enquanto isso, o Vasco ainda irá jogar os três clássicos cariocas, enfrentará mais três grandes de São Paulo – sendo um deles postulante ao título ainda – além de equipes lutando para não cair, como Atlético Mineiro e Avaí.

Mas futebol é futebol, e o Vasco tem todas as chances de levar o pentacampeonato nacional. Basta os jogadores não tirarem isso da cabeça e o técnico Cristóvão Borges não cometer as lambanças que têm realizado nas últimas partidas.

Árbitro: Será Fabrício Neves Corrêa, do Rio Grande do Sul. Apitou a goleada do Vasco sobre o Cruzeiro por 3 a 0, em Sete Lagoas, no dia 25 de Setembro.

Suspensos do Vasco: Felipe e Jumar.

Lesionados do Vasco: O meia Juninho não treinou no sábado e permanece vetado pelo departamento médico devido a lesão na panturrilha esquerda. O volante Eduardo Costa também não treinou devido a mesma lesão, mas na coxa direita. Seu parceiro, Rômulo, sentiu dores musculares na coxa direita no início do jogo contra o Atlético/PR e será poupado para o jogo de hoje.

Escalação do Vasco: Com vários desfalques devido a lesão e suspensão e sem vencer desde o dia 25 de Setembro, o Vasco deverá entrar em campo com a seguinte equipe – Fernando Prass; Fágner, Dedé, Renato Silva e Julinho; Nilton, Fellipe Bastos, Allan e Diego Souza; Eder Luís e Élton.

Atlético Mineiro: Comandado por Cuca, o Galo derrotou o Santos por 2 a 1 na última rodada, jogando em Sete Lagoas, voltando a vencer na competição. O time está a um ponto de sair da zona de rebaixamento, precisando vencer e torcer contra o maior rival, Cruzeiro, que encara o Corinthians em Minas.  O zagueiro Réver, o volante Pierre e o jovem meia Bernard receberam o 3° cartão amarelo nesta partida e estão suspensos. Werley, Serginho e Richarlyson deverão ser os substitutos. O lateral-esquerdo Triguinho, o meia Daniel Carvalho e o atacante Guilherme seguem vetados pelo departamento médico. A escalação deverá ser: Renan Ribeiro; Carlos César, Werley, Leonardo Silva e Eron; Serginho, Fillipe Soutto, Richarlyson e Renan Oliveira; André e Neto Berola.

Vamos  vencer e continuar nossa caminhada rumo ao título. Nunca devemos deixar de acreditar no triunfo.

Base

Na manhã de ontem, as equipes infantil e juvenil do Vasco da Gama encararam o Tigres Brasil pela última rodada da Taça Rio, no Centro de Treinamento da equipe de Xerém. O Infantil foi derrotado por 2 a 1 e o Juvenil empatou por 1 a 1. Em ambas as categorias, o Vasco terminou na 2° posição do Grupo A, e apenas o 1° colocado avança para a Final da Taça Rio. Agora o Vasco espera seu adversário na final do Campeonato Estadual, já que venceu a Taça Guanabara nas duas categorias.

Nos juniores, o Vasco foi goleado pelo Botafogo por 3 a 0 no Estádio Caio Martins, em Niterói, na tarde de ontem. O jogo foi válido pela 1° rodada da 2° Fase do Torneio Otávio Pinto Guimarães. O placar elástico não mostrou o que foi a partida, na qual o Vasco pressionou bastante no segundo tempo em busca do gol. Os dois últimos gols do Botafogo foram falhas individuais de jogadores da defesa cruzmaltina. O próximo adversário do Vasco na competição é o Fluminense, em Itaguaí, na próxima quarta-feira às 16h.

Retrospecto do Vasco na Copa Sul-Americana

O Vasco entra em campo hoje para enfrentar a equipe do Aurora na cidade de Cochabamba, na Bolívia, a mais de 2.560 metros acima do nível do mar.

Na minha interpretação, a Copa Sul-Americana só começa de vez a partir da fase internacional. Antes disso, é preliminar ou repescagem.

O Vasco disputou a preliminar brasileira nas edições de 2003, 2006, 2007 e 2008, mas apenas em 2007 se classificou para a fase seguinte.

Confira o retrospecto do Vasco na competição:

2003

Em 2003, o Vasco ficou no Grupo C com São Paulo e Grêmio. Apenas o primeiro colocado avançava para a próxima etapa. O tricolor paulista goleou o Grêmio no Olímpico por 4 a 0 e o Vasco apenas empatou com a equipe gaúcha em casa. A derrota para o São Paulo consolidou a eliminação cruzmaltina da competição.

Vasco 1 x 1 Grêmio

Data – 27 de Agosto de 2003.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Paulo César Oliveira (SP).
Gols – Élton (0 a 1) aos 37 minutos do 1° tempo; Wescley (1 a 1) aos 34 minutos do 2° tempo.

Vasco – Fábio; Wellington Monteiro, Wescley, Henrique (Wellington Paulo) e Ozéia; Da Silva, Bruno Lazaroni (Léo Borges), Rodrigo Souto (Morais) e Beto; Donizete e Régis. Técnico: Mauro Galvão.

Grêmio – Darnlei; Anderson Lima, Renato, Claudiomiro e Carlos Miguel (Douglas); Leanderson, Marcos Paulo, Tinga e Eduardo Marques (Jorge Mutt); Bruno e Élton (Cláudio Pitbull). Técnico: Adílson Baptista.

São Paulo 2 x 1 Vasco

Data – 3 de Setembro de 2003.
Local – Morumbi, em São Paulo (SP).
Árbitro – Márcio Rezende de Freitas (SC).
Gols – Rico (1 a 0) aos 5 minutos e Kléber (2 a 0) aos 20 minutos do 1° tempo; Wellington Monteiro (2 a 1) aos 29 minutos do 2° tempo.

São Paulo – Rogério Ceni; Leonardo, Jean, Júlio Santos e Fabiano; Adriano, Fábio Simplício, Gustavo Nery (Alexandre) e Ricardinho; Kléber (Diego Tardelli) e Rico (Aílton). Técnico: Roberto Rojas.

Vasco – Fábio; Wellington Monteiro, Wescley, Henrique e Ozéia; Da Silva, Bruno Lazaroni (Igor), Rubens (Morais) e Beto; Léo Borges (Alan) e Donizete. Técnico: Mauro Galvão.

O “Pantera” estava no Vasco na época

2006

Em 2006, a equipe não foi capaz de superar o Corinthians de Emerson Leão. Mesmo com a boa campanha no Campeonato Brasileiro em busca de uma vaga na Taça Libertadores da América, o time não fez boas partidas em ambos os jogos.

Vasco 0 x 1 Corinthians

Data – 6 de Setembro de 2006.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Alício Pena Junior (MG).
Gols – Gustavo Nery (0 a 1) aos 4 minutos do 2° tempo.

Vasco – Cássio; Fábio Bráz, Jorge Luiz (Madson) e Paulão; Claudemir (Jean), Ygor, Andrade, Abedi (Fábio Junior), Morais e Diego; Faioli. Técnico: Renato Gaúcho.

Corinthians – Marcelo; Eduardo Ratinho, Marinho, Betão e Gustavo Nery; Rafael Fefo (Paulo Almeida), Marcelo Mattos, Rosinei (Renato), Roger e Carlos Alberto (Marcus Vinícius); Rafael Moura. Técnico: Emerson Leão.

Corinthians 3 x 1 Vasco

Data – 13 de Setembro de 2006.
Local – Canindé, em São Paulo (SP).
Árbitro – Leonardo Gaciba (RS).
Gols – Amoroso (1 a 0) aos 4 minutos, Rafael Moura (2 a 0) aos 27 minutos, Diego (2 a 1) aos 32 minutos e Magrão (3 a 1) aos 42 minutos do 1° tempo.

Corinthians – Marcelo; Eduardo Ratinho, Marinho, Betão e César (Gustavo Nery); Marcelo Mattos, Magrão, Roger (Ramon) e Carlos Alberto; Rafael Moura e Amoroso (Renato). Técnico: Emerson Leão.

Vasco – Cássio; Fábio Bráz, Carlão e Paulão; Claudemir, Ygor, Amaral, Coutinho (Abedi), Ramon (Madson) e Diego; Faioli (Fábio Junior). Técnico: Renato Gaúcho.

Última passagem de Ramon pelo Vasco

2007

O Vasco passou facilmente pelo Atlético Paranaense na 1° fase e conseguiu uma virada heróica em São Januário diante do argentino Lanús, num jogo bem marcante. Contra o América do México, para o qual foi eliminado graças a uma bela atuação do goleiro Guillermo Ochoa em São Januário, uma curiosidade: a partida de volta no Rio marcou a primeira vez do atacante Romário no comando técnico de uma equipe. E ainda se escalou ao final da partida.

Atlético/PR 2 x 4 Vasco

Data – 15 de Agosto de 2007.
Local – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).
Árbitro – Wilson Seneme (SP).
Gols – Dinei (1 a 0) aos 23 minutos, Rubens Junior (1 a 1) aos 32 minutos e Abuda (1 a 2) aos 38 minutos do 1° tempo; Andrade (1 a 3) aos 20 minutos, Conca (1 a 4) aos 34 minutos e Alan Bahia (2 a 4) aos 41 minutos do 2° tempo.

Atlético – Viáfara; Nei, Danilo, Rodolpho e Edno; Valencia, Roberto (Alan Bahia), Netinho (Ramon) e Ferreira; Dinei (Pedro Oldoni) e Marcelo. Técnico: Antônio Lopes.

Vasco – Silvio Luiz; Eduardo, Jorge Luiz, Julio Santos e Rubens Junior; Amaral, Roberto Lopes, Andrade (Vilson) e Marcelinho (Perdigão); Abuda (Conca) e Enílton. Técnico: Celso Roth.

Vasco 2 x 0 Atlético/PR

Data – 12 de Setembro de 2007.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Carlos Eugênio Simon (PR).
Gols – Marcelinho aos 28 minutos e aos 32 minutos do 2° tempo.

Vasco – Silvio Luiz; Jorge Luiz, Julio Santos e Dudar; Wagner Diniz (Conca), Roberto Lopes, Andrade, Marcelinho e Guilherme; Abuda (Leandro Amaral) e Alan Kardec (Leandro Bonfim). Técnico: Celso Roth.

Atlético – Viáfara; Gustavo (André Rocha), Rodolpho e Alex Braga; Nei, Alan Bahia, Roberto (Edno), Netinho e Alessandro; Dinei e Marcelo (Rogerinho). Técnico: Ney Franco.

Lanús 2 x 0 Vasco

Data – 19 de Setembro de 2007.
Local – Ciudad de Lanús, em Buenos Aires (ARG).
Árbitro – Carlos Chandía (CHI).
Gols – Pelletieri (1 a 0) aos 31 minutos do 1° tempo; Sand (2 a 0) aos 32 minutos do 2° tempo.

Lanús – Bossio; Graieb, Ribonetto, Viera e Velásquez; Aguirre (Blanco), Fritzler, Pelletieri e Valeri (Ledesma); Biglieri (Ximenez) e Sand. Técnico: Ramón Cabrero.

Vasco – Silvio Luiz; Jorge Luiz, Vilson e Dudar; Eduardo, Amaral, Roberto Lopes (Andrade), Conca (Leandro Bonfim) e Rubens Júnior; Marcelinho (Alan Kardec) e Leandro Amaral. Técnico: Celso Roth.

Vasco 3 x 0 Lanús

Data – 26 de Setembro de 2007.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Jorge Larrionda (URU).
Gols – Leandro Amaral (1 a 0) aos 29 minutos do 1° tempo; Wagner Diniz (2 a 0) aos 30 minutos e Leandro Amaral (3 a 0) aos 45 minutos do 2° tempo.

Vasco – Silvio Luiz; Wagner Diniz, Julio Santos, Luizão e Guilherme; Amaral, Andrade, Perdigão e Marcelinho (Alan Kardec); Enílton (Leandro Bonfim) e Leandro Amaral. Técnico: Celso Roth.

Lanús – Bossio; Graieb (Jimenez), Ribonetto, Hoyos e Velásquez; Aguirre (Blanco), Ledesma (Biglieri), Fritzler, Pelletieri e Valeri (Blanco); Acosta e Sand. Técnico: Ramón Cabrero.

América/MEX 2 x 0 Vasco

Data – 10 de Outubro de 2007.
Local – Azteca, na Cidade do México (MEX).
Árbitro – Martín Vásquez (URU).
Gols – Davino (1 a 0) aos 6 minutos e López (2 a 0) aos 32 minutos do 2° tempo.

América – Ochoa; Ismael Rodríguez, Oscar Rojas, Davino e Ricardo Rojas; Mosqueda, Villa e Argüello; Castromán, Santiago Fernández (Esqueda) e López. Técnico: Daniel Brailovski.

Vasco – Silvio Luiz; Jorge Luiz, Julio Santos e Vilson; Wagner Diniz, Amaral, Roberto Lopes (Perdigão), Conca (Enílton) e Rubens Junior; Leandro Amaral e Alan Kardec (Andrade). Técnico: Celso Roth.

Vasco 1 x 0 América/MEX

Data – 24 de Outubro de 2007.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Ramón Chamorro (PAR).
Gol – Leandro Amaral aos 10 minutos do 1° tempo.

Vasco – Cássio; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Luizão e Rubens Junior (Enílton); Amaral, Perdigão, Conca e Leandro Bonfim (Marcelinho); Leandro Amaral e Alan Kardec (Romário). Técnico: Romário.

América – Ochoa; Castro, Oscar Rojas, Davino e Ricardo Rojas; Villa, Argüello, Insúa (Mosqueda) e Lopez (Esqueda); Silva e Cabañas (Castromán). Técnico: Daniel Brailovski.

 Romário como técnico pela 1° vez

2008

Todo  torcedor  vascaíno sabe que 2008 não foi um bom ano. Além da seca de títulos prolongada, houve mudança de presidente no meio do ano, o que desencadeou uma crise interna que resultou no rebaixamento inédito do clube para a 2° divisão do futebol nacional. Na Copa Sul-Americana, uma eliminação precoce para o Palmeiras não foi nenhuma surpresa.

Vasco 3 x 1 Palmeiras

Data – 13 de Agosto de 2008.
Local – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro – Leonardo Gaciba (RS).
Gols – Alan Kardec (1 a 0) aos 23 minutos do 1° tempo; Mateus (2 a 0) aos 7 minutos, Jéfferson (2 a 1) aos 24 minutos e Madson (3 a 1) aos 40 minutos do 2° tempo.

Vasco – Roberto; Marcus Vinícius, Anderson, Vilson e Edu Pina; Mateus (Rodrigo Antônio), Victor, Bruno Gallo (Wagner Diniz) e Madson; Alex Teixeira e Alan Kardec (Jorge Luiz). Técnico: Tita.

Palmeiras – Bruno; Élder Granja, Gustavo, Gladstone e Jéfferson; Sandro Silva (Jumar), Maurício (Diego Souza), Léo Lima e Maicosuel; Denílson (Lenny) e Kléber. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Palmeiras 3 x 0 Vasco

Data – 17 de Setembro de 2008.
Local – Palestra Itália, em São Paulo (SP).
Árbitro – Carlos Eugênio Simon (RS).
Gols – Thiago Cunha (1 a 0) aos 32 minutos do 1° tempo; Denílson (2 a 0) aos 11 minutos e Thiago Cunha (3 a 0) aos 39 minutos do 2° tempo.

Palmeiras – Marcos; Élder Granja, Gustavo, Maurício e Leandro; Jumar, Léo Lima, Maicosuel (Evandro) e Denílson (Martinez); Thiago Cunha e Alex Mineiro (Kléber). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Vasco – Roberto; Marcus Vinícius, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Vilson; Jonílson, Mateus (Rodrigo Antônio), Madson e Alex Teixeira (Edmundo); Leandro Amaral e Alan Kardec. Técnico: Tita.

 

Alan Kardec fez parte do elenco em 2008

Relembre o 1° título estadual de Remo do Vasco da Gama

24 de Setembro de 1905. Com os barcos Procellaria, Açor, Voga, Gladiador e Albatroz, o Club de Regatas Vasco da Gama conquistava seu primeiro título – o Campeonato Estadual de Remo. A competição era disputada desde 1898, ano de fundação do clube. Até então, o Grupo de Regatas Gragoatá (em 1898, 1900 e 1904), o Club de Regatas Botafogo (em 1899), o Clube de Regatas Boqueirão do Passeio (em 1901 e 1903) e o Clube de Natação e Regatas Santa Luzia (em 1902) já haviam triunfado nesta competição.

Em fins do século XIX e início do século XX, os esportes náuticos se tornavam muito populares na cidade do Rio de Janeiro, o que gerou a formação de inúmeros clubes dedicados a prática do esporte na cidade. Além dos citados anteriormente, também podemos citar os clubes mais antigos, como o Guanabarense – fundado em 1872, o primeiro de todos -, o Cajuense e o Internacional, além de Icaraí e Flamengo, fundados na mesma época que o Vasco. A Federação de Remo do Rio de Janeiro foi fundada em 1897.

O Vasco começou sua história no remo situado na sede da Ilha das Moças, no bairro da Saúde, que fora aterrada para a ampliação do Porto do Rio de Janeiro. Já no ano seguinte, a equipe foi para a Travessa Maia, no Centro da cidade, num galpão alugado ao lado do clube Boqueirão do Passeio. Apesar dos poucos recursos disponíveis, o Vasco teve sempre como grande exemplo a força de seus associados, que com esforço conseguiram alugar os barcos Zoca, Vaidosa e Volúvel, para assim cumprir as exigências da União de Regatas Fluminense e se filiar à entidade.

Devido a certas dificuldades, o Vasco não disputou a principal prova da competição entre os anos de 1900 e 1904. Porém, neste período, conquistou as provas clássicas Jardim Botânico e Sul-América. Foi quando as yoles substituiram as ultrapassadas baleeiras. Em 1905, o clube finalmente disputou pela primeira vez a principal prova, e não deu outra. Na disputa na Enseada de Botafogo, a Yole 8 “Procellaria” dava o título ao Vasco da Gama. Confira a guarnição:

Em 1906, o Vasco seria o primeiro clube a conquistar um bicampeonato estadual de remo. O clube também foi o primeiro a conquistar um tricampeonato estadual – 1912/1913/1914. O clube já teve uma sequência incrível, como entre 1944 e 1959.

O Vasco é atualmente o maior campeão de remo, aliás em boa parte da história do esporte sempre teve a hegemonia, sendo uma única vez superado pelo Flamengo, quando o clube rubro-negro teve uma sequência de títulos entre 1983 e 1997. Mas o Vasco voltou ao topo definitivamente quando conquistou todos os títulos entre 1998 e 2002. Desde 2003, a equipe cruzmaltina não vem tendo um grande retrospecto: apenas foi campeão em 2004 e 2008. Em compensação, foi tricampeão do Troféu Brasil em 2007, 2008 e 2009.

Fontes: Wikipédia, Sempre Vasco.